Assuntos pertinentes à Medicina Intensiva da região Norte-Nordeste.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Ruídos: um desafio a ser vencido
Renata Andréa Pietro P. VianaPresidente do Departamento de Enfermagem AMIBChefe do Serviço de Terapia Intensiva HSPE
sábado, 21 de fevereiro de 2009
THE CHECKLIST
A cada dia, nos EUA, 90.000 pessoas estão internadas em terapia intensiva. Em média, 178 ações são realizadas em cada paciente por dia por médicos e enfermeiros. Se apenas 1% dessas ações for errônea, são cometidos 2 erros/paciente/dia. Em uma conta simples, podemos esperar 180000 erros/dia em pacientes de terapia intensiva nos EUA.
Em Outubro/1935 no Campo Aéreo Wright em Dayton, Ohio, houve um vôo de demonstração do modelo 299 da Boeing - que seria o B-17. A demonstração seria apenas figurativa, porque o avião era tão superior aos concorrentes que era certa a sua compra pelo exército dos EUA. Logo após a decolagem, o avião caiu, matando 2 dos 5 tripulantes, incluindo o piloto. Por que? Porque era tão complexo, tão cheio de comandos e ações, que tornou-se impossível para um piloto dar conta de todas essa complexidade dentro do avião. A Boeing quase foi a falência após esse episódio.
A partir disso, foi instituído um checklist com orientações padronizadas de decolagem, vôo e aterrissagem. Após o início do checklist, os pilotos puderam voar mais de 2.896.819 Km sem um único acidente.
Será que a medicina intensiva já não entrou na sua fase B-17? Quanta complexidade um profissional de saúde pode lidar sem causar erros? E sob pressão, cansaço, stress? Qual o grau de iatrogenia que estamos causando aos nossos pacientes por não adotar práticas padronizadas?
E, apenas para concluir, a menina vítima de hipotermia sobreviveu sem seqüelas - em grande parte, graças a adoção de um recém-instituído checklist para tratamento de pacientes vítimas de hipotermia grave.
Cássia Righy
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Projeto Cooperativas de Trabalho
A senadora Serys Slhssarenko (PT-MT) recebeu nesta terça-feira (10/02) a Comissão de Cooperativismo Médico do Conselho Federal de Medicina. A Comissão - composta pelo CFM, Fenam e AMB - solicitou uma agenda de trabalho para discutir o PLC 131/2008, que dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.
O coordenador da Comissão, Hiran Gallo, destacou a receptividade da senadora em dialogar com as entidades médicas, colocando a sua assessoria para discutir o projeto como um todo.
Atualmente no Brasil estima-se que mais de 150 mil médicos estejam ligados às cooperativas de trabalho médico.
Fonte: Conselho Federal de Medicina - CFM
Em: 13/2/2009
Regionais e Cooperativas
Caso bem-sucedido de trabalho conjunto é o da Sociedade Amazonense de Terapia Intensiva (SATI) com a Cooperativa Amazonense de Terapia Intensiva (COOPATI), que presta serviço para as UTIs pública de Manaus (AM). O Dr. Wilson de Oliveira Filho, presidente da SATI, que concorda com as vantagens citadas pela Dra. Dyanne, acrescenta que a parceria, além de favorecer a educação continuada, pois a cooperativa financia os cursos aos cooperados, permite a uniformização de condutas dentro das Unidades de Terapia Intensiva. "Temos um grupo de médicos coeso, que atua em sintonia, com procedimentos padronizados, que têm como consequência a melhoria na qualidade do atendimento aos pacientes críticos", explica.
O Dr. Eugênio Tavares, presidente da COOPATI, concorda com o presidente da SATI e destaca que a parceira, que promove uma integração para que as normas estabelecidas na Terapia Intensiva sejam implantadas e obedecidas, oferece melhoria nas condições de trabalho e na formação profissional. "Além disso, incentivamos a titulação de todos os cooperados e nos empenhamos em informar as outras regionais das necessidades e realidade da Terapia Intensiva em Manaus".
O presidente da COOPATI ressalta ainda que, atualmente a Terapia Intensiva (Adulto e Criança), está consolidada em Manaus (AM). "Esse fator deve-se a um trabalho sério, realizado com responsabilidade, junto aos médicos, órgãos governamentais e entidades civis, que mostra à sociedade a grande necessidade e a importância de salvar vidas e ou diminuir sofrimento de nossa população", finaliza o Dr. Tavares.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Denúncia: PSF serve de moeda política
‘‘O profissional que atua no PSF passou a ser massa de manobra dos políticos. Os sindicatos não podem ficar parados diante dessa situação de Prefeituras demitindo funcionários porque tem apadrinhados querendo ocupar essas vagas. Muitos são postos para fora, em todas as categorias, e a população não reage. Queremos provocar uma reação política para que as autoridades tomem uma atitude e impeçam esse abuso de poder’’.
De acordo com o dirigente, na maioria dos municípios, esses profissionais são contratados por meio de um contrato de prestação de serviço, de caráter temporário e sem vínculo empregatício, renovados anualmente, o que não lhes garantiria direitos trabalhistas. ‘‘Eles não são concursados, mas existe sim o vínculo empregatício. Estamos fazendo um trabalho com o Ministério da Saúde para que os prefeitos paguem os direitos trabalhistas dessas pessoas’’.
O chefe da divisão do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte, Antônio Francisco Araújo, explica que não faz parte da competência da divisão a fiscalização dos gestores do PSF. ‘‘Sabemos que essa prática continua no interior do estado, fazendo com que os profissionais fiquem a mercê de qualquer gestor ou prefeito. A questão é: será que essas pessoas estão tendo suas carteiras de trabalho assinadas e os seus direitos trabalhistas garantidos? Na minha opinião, isso não pode existir, é um erro grave, pois interrompe o bom andamento do serviço desenvolvido na cidade. Os profissionais que chegam não sabem como funciona o PSF, todo trabalho tem que ser iniciado novamente’’.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informou que o órgão não tem nenhuma gerência sobre o PSF, oferecendo apenas suporte ao programa, uma vez que o PSF é de um pacto direto entre os municípios envolvidos e o Ministério da Saúde.
FUNCIONAMENTO
O Programa de Saúde da Família foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1994, como política nacional de atenção básica, fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em profissionais médicos especialistas. O programa prevê uma equipe multiprofissional responsável por, no máximo, 4 mil habitantes. Esta equipe, composta minimamente por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem (ou técnico de enfermagem) e agentes comunitários de saúde.
Ivan Tavares explica que médicos e enfermeiros participam apenas do PSF, mas que os odontologistas podem optar ainda por atuar nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), frutos do programa federal Brasil Sorridente. ‘‘Para esses municípios, o valor desse atendimento feito pelo PSF ou no CEO é muito maior que aquele que seria feito num posto de saúde. A amplitude do atendimento e o ganho para a população é incalculável. O município se beneficia com o programa em si, voltado para a prevenção da saúde e propaganda ostensiva contra o câncer’’.
Fonte: Fabio Cortez - Diário de Natal
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
DEXMEDETOMIDINE x MIDAZOLAM
Riker RR, Shehabi Y, Bokesch PM, et al. for the SEDCOM (Safety and Efficacy of Dexmedetomidine Compared with Midazolam) Study Group.
JAMA. 2009; 301(5): (doi:10.1001/jama.2009.56).
Neste ensaio randomizado, quando compara-se midazolam com dexmedetomidina para se atingir um alvo de sedação para RASS -2 até +1, viu-se que o grupo da dexmedetomidina evoluiu com menos delirium, menos tempo em ventilação mecânica, menos taquicardia e hipertensão.
O tempo na sedação alvo excedeu 75% do tempo com ambas as medicações. O único efeito adverso relatado da medicação foi bradicardia.
Esse artigo mostrou que, mesmo quando aplicadas as regras ótimas de sedação (titulação da dose, despertar diário), a dexmedetomidina mostrou-se superior ao midazolam como sedativo. Outro aspecto interessante é que 61% dos pacientes utilizaram dose superior aos 0,7 mcg/Kg/h preconizados pelo fabricante (chegando a dose 1,4 mcg/Kg/h), sendo essa dose segura para a sedação de pacientes críticos.
No editorial escrito por Kress, ele diz que: "With the demonstration of the safety of dexmedetomidine at higher doses and for longer periods, clinicians now have a widened choice of sedatives and should always consider not only the need for sedation but also the possible clinical implications of the choice of sedative."
Cássia Righy
VII Congresso Norte-Nordeste de Medicina Intensiva
Informações e inscrições
Telefone: +55 (98) 3268-4147 – ramal 04
E-mails:
sacadaeventos@uol.com.br
comissaocientificaconnemi2009@gmail.com
comissaoorganizadoraconnemi@gmail.com
sábado, 6 de dezembro de 2008
Jornada de Medicina Intensiva faz sucesso em Rondônia
Regional é a primeira no ranking do crescimento
A realização da I Jornada Rondoniense de Medicina Intensiva – Atualização em Terapia Intensiva, que aconteceu em Porto Velho (RO), nos dias 28 e 29 de novembro, fez a Sociedade de Terapia Intensiva de Rondônia (SOTIRO) atingir o primeiro lugar no ranking de crescimento entre todas as filiadas da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Durante o evento, a regional conquistou 28 novos sócios, fazendo com que seu crescimento chegasse a 235,71% este ano, em comparação a 2007.
De acordo com A Dra. Flavia Fernandes, presidente da Jornada e 1ª Secretária da SOTIRO, ainda há em torno de 10 profissionais que devem associar-se nas próximas semanas. “Depois do evento, o número de sócios saltou de 19 para 47, confirmando o balanço altamente positivo. Durante o evento, contamos com a participação de cerca de 140 profissionais que atuam na Medicina Intensiva e acadêmica de Medicina, além de 30 inscritos que fizeram o curso de Enfermagem. “Esperávamos uma boa aceitação, mas a participação e o sucesso foram maiores do que o previsto”, conta.
A médica ressalta ainda que o evento foi muito bem recebido no meio médico, para-médico, acadêmico e muito bem visto aos olhos das autoridades governamentais. “Os comentários favoráveis foram inúmeros e recebemos apoio de vários setores antes, durante e depois da jornada. Pela primeira vez em Rondônia a SOTIRO realizou um evento com característica multidisciplinar. A sociedade sente-se muito orgulhosa com o sucesso do evento e tem a satisfação de ter visto plenamente cumprido o objetivo maior de construir pontes para o intercâmbio e conhecimento na especialidade e contribuir para o fortalecimento do segmento no estado”, complementa a Dra. Flavia.
O sucesso da jornada impulsionou também a realização de futuros eventos com foco multidisciplinar, como o II Congresso Regional de Medicina Intensiva de Rondônia, e a criação de um Centro Formador pelo Dr. Sergio Mello e Dr. Francisco Faig, que será coordenador responsável. “Sinto-me totalmente lisonjeado de fazer parte como pioneiro do Centro Formador de Terapia Intensiva, ao lado do Dr. Faig, médico de grande notoriedade por sua qualidade técnica e caráter. As atividades do centro devem ser iniciadas em março de 2009. Por enquanto, estamos providenciando junto a Secretaria de Saúde do estado, viabilização de recursos e iniciando um planejamento com aulas e protocolos direcionados ao residente e ao serviço. Além disso, continuamos fazendo o trabalho acadêmico que já existe junto a residentes de cirurgia, clínica médica, infectologia e internos da Federal de Rondônia”, conta o Dr. Mello, que, durante a jornada, foi moderador de três discussões diferentes.
O Dr. Faig acrescentou que, em primeiro lugar, é preciso agradecer o esforço da Dra. Flavia, que não mediu esforços para que o sucesso da jornada fosse alcançado. “O evento veio de encontro com as nossas necessidades, promovendo o conhecimento e atualização dos participantes. Permitiu ainda que conhecêssemos os diretores da AMIB, suas intenções no comando da entidade e a vontade em apoiar a SOTIRO em continuar a luta para formar profissionais voltados para a especialidade. O encontro possibilitou também que eles conhecessem a nossa realidade, nossas carências e dificuldades para vencer as etapas necessárias para tornarmos uma entidade representativa da classe intensivista”.
“Quanto ao Centro Formador em Medicina Intensiva, estarei pronto a dar todo meu esforço como colaborador, para que em breve isso seja uma realidade em Rondônia. Aproveito o momento para agradecer a todos os professores que aqui estiveram pelas excelentes aulas, pelo convívio amistoso e pelo apoio total as nossas solicitações”, complementou o Dr. Faig.
Segundo a Dra. Flavia, o estado terá outra novidade na área de formação. “Também faz parte dos planos da SOTIRO o Curso de Pós-Graduação em Medicina Intensiva, que deve ser iniciado em março de 2009 e tem por objetivo dar continuidade à capacitação do intensivista, com a coordenação do Dr. Carlos Roberto Vieira”.
Matéria copiada do site da AMIB:
http://www.amib.com.br/paginasdinamicas/controller?command=MontarPagina&id_pag=1326
sábado, 8 de novembro de 2008
STF assegura APOSENTADORIA ESPECIAL PARA MÉDICOS DO SERVIÇO PÚBLICO
Prevista na Constituição Federal de 1988, mas nunca regulamentada, a aposentadoria especial passou a ser possível devido ao julgamento pelo STF de um Mandado de Injunção, interposto por um servidor público do Distrito Federal, que pretendia ver a matéria regulada pelo Supremo.
Segundo o acórdão, publicado no dia 26 de setembro, inexistindo "disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral – artigo 57, § 1º, da Lei 8.213/91", que é a regra já aplicável aos trabalhadores do setor privado.
A Assessoria Jurídica do SIMERS esclarece que os médicos já podem solicitar o benefício. Informe-se pelos telefones do Sindicato – (51) 3027-3726 e 3027-3727 ou pelo simers@simers.org.br sobre a nova possibilidade.
Um detalhe importante: ao ter deferida qualquer aposentadoria, o médico servidor público tem obrigatoriamente de se afastar da carreira. Para voltar a atuar no serviço público, terá de fazer novo concurso.
Confira a íntegra do acórdão (decisão) do STF acessando: http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/9844
Fonte : Imprensa SIMERS
Regulamentação do SOBREAVISO
A regulamentação serve de subsídio para fortalecer o direito trabalhista do médico, ao qual a instituição de saúde tem que recorrer para manter o funcionamento regular de sua atividade-fim.O Artigo 1º. Define “como disponibilidade médica em sobreaviso a atividade do médico que permanece à disposição da instituição de saúde, de forma não-presencial, cumprindo jornada de trabalho pré-estabelecida, para ser requisitado, quando necessário, por qualquer meio ágil de comunicação, devendo ter condições de atendimento presencial quando solicitado em tempo hábil.” Diz ainda a Resolução: “-A disponibilidade médica em sobreaviso, conforme definido no Art.1º, deve ser remunerada de forma justa, sem prejuízo do recebimento dos honorários devidos ao médico pelos procedimentos praticados.”
A Resolução CFM 1.834/2008 estabelece entre suas principais definições:
1-É considerada disponibilidade médica em sobreaviso a atividade do médico que permanece à disposição da instituição de saúde (empregador), de forma não presencial, cumprindo jornada de trabalho pré-estabelecida (o tempo durante o qual ele tem a responsabilidade profissional de atender às solicitações do empregador – hospital, clínica ou outro serviço de atendimento).
2-A disponibilidade médica em sobreaviso deve ser remunerada de forma justa, sem prejuízo do recebimento dos honorários devidos ao médico pelos procedimentos praticados.
3-A remuneração da disponibilidade médica em sobreaviso deve ser estipulada previamente em valor acordado entre os médicos da escala de sobreaviso e a direção técnica da instituição de saúde, sendo pública ou privada.
4-Aos médicos do Corpo Clínico das instituições de saúde será facultado decidir livremente pela participação na escala de disponibilidade em sobreaviso, nas suas respectivas especialidades e áreas de atuação.
“Por regime de sobreaviso compreende-se o tempo em que o trabalhador permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço’, por meio de escala.” A vinculação empregatícia do médico em regime de sobreaviso obedece aos termos do Artigo 244 da CLT, §2º. “Cada escala será, no máximo, de vinte e quatro horas, enquanto as horas de sobreaviso serão contadas à razão de 1/3 do salário normal.”
“Na área medica, o regime de sobreaviso caracteriza-se pela disponibilidade de especialistas, fora da instituição, alcançáveis quando chamados para atender pacientes que lhes são destinados, estando o médico escalado para tanto, obrigado a se deslocar até o hospital para atender casos de emergência, realizar cirurgias, procedimentos diagnósticos e internações clínicas, devendo ser devidamente remunerado, quer pelo SUS, por convênios em geral ou mesmo por pacientes particulares.” (Fonte: Dr. Erial Lopes de Haro, assessor jurídico do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina).
CONCLUSÃO: 1-Sobreaviso gera vínculo empregatício (CLT), como o plantão. 2-Além da remuneração própria pelo sobreaviso (Art. 244§2º da CLT), o médico tem o direito de receber pelos procedimentos que porventura realizar (seja do SUS, de planos de saúde -inclusive cooperativas UNIMED ou similares- ou de pacientes particulares).
ALAGOAS: CAOS ANUNCIADO
Desde o anúncio do projeto do HGE e durante o período de obras, o SINMED sempre alertou para a necessidade de realização de concurso para a contratação de pessoal – médicos e demais profissionais imprescindíveis ao funcionamento de uma unidade de saúde – além de cobrar a melhoria salarial para a categoria.
Os apelos foram ignorados e a situação de hoje é conseqüência do descaso oficial. Faltam médicos de todas as áreas clínicas. A internação de observação virou UTI, onde médicos sem formação em terapia intensiva estão "virando intensivistas" e vendo pacientes morrendo, um após o outro. ‘É difícil se manter saudável nessas condições. E quem quer adoecer ou morrer trabalhando desse jeito para ganhar um salário miserável? O governo que se prepare, pois vai ter muito médico pedindo demissão. A situação vai ficar insustentável”, adverte o presidente do SINMED. Além da falta de pessoal, o hospital está desabastecido. Falta o básico, como descartáveis, medicamentos e até alimentação para os doentes. Aconteceu o que parecia impossível: o HGE consegue ser pior do que a antiga Unidade de Emergência. Luvas, fio de sutura, antibióticos são alguns artigos de luxo improváveis de se encontrar no HGE.
Para o presidente do SINMED, o problema é administrativo. "O governo está apostando no caos. É lamentável, pois sofrem os médicos e sofre a população. Mas os médicos têm a opção de trabalhar fora da rede pública. Os usuários vão continuar morrendo por falta de assistência", disse Wellington Galvão.
Fonte: Imprensa SINMED ALAGOAS
Saúde na Amazônia: Em Novo Progresso é proibido reclamar

Pelo andar da carruagem da saúde amazônica tem sido difícil trabalhar na região sem debater carências e saídas para solucioná-las. À falta de recursos o profissional está proibido de se queixar. E fica sujeito até mesmo a demissão, como se percebe na situação da Prefeitura de Novo Progresso, às margens da BR-163, a 1,6 mil quilômetros de Belém do Pará.
A despeito dos esforços do prefeito em melhorar a saúde pública, há outros problemas a resolver, daí a necessidade do diálogo produtivo. Operações do Ibama revelam o patrimônio ambiental depredado por centenas de madeireiras “fantasmas” em Novo Progresso, Trairão, Uruará, Itaituba e Altamira. Elas totalizam a perda de 3,6 mil árvores/mês de mogno, jatobá, ipê, angelim e massaranduba.
O assoreamento de rios e igarapés, as agressões à fauna e o incremento da biopirataria na região são igualmente carentes de ações enérgicas, a partir do mando das próprias autoridades locais. São elas que continuarão vivendo ali e se sujeitarão às conseqüências dos possíveis – alguns já anunciados – desastres ambientais.
Há três anos, a Polícia Federal e o Exército localizaram no município um cemitério clandestino com diversas ossadas. jogadas numa vala comum, depois de queimados os cadáveres. Eram de sem-terra, pistoleiros? A região é dominada por madeireiros.
Francamente, há mais com que se preocupar. Melhor reciclar-se.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Inquérito internacional sobre "Pneumonia Adquirida na Comunidade" - participe e divulgue na sua UTI
Vimos por este meio convidá-lo a participar neste inquérito internacional sobre "Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) grave: práticas de estratificação, diagnóstico e tratamento". Este inquérito pretende delinear o panorama atual da percepção da abordagem da PAC grave por médicos intensivistas, internistas, pneumologistas e de outras especialidades clínicas envolvidas no seu tratamento. Este inquérito será aplicado simultaneamente no Brasil, Portugal e Espanha e conta com o apoio de sociedades e organizações médicas locais.
O inquérito será disponibilizado por via eletrônica na internet e é totalmente anônimo, de modo a não permitir a sua identificação.
Ele é composto de três seções abordando diagnóstico, estratificação e tratamento. O preenchimento demora cerca de 10 minutos e as instruções estão na página inicial.
O inquérito ficará disponível na Internet no período de 15 de Outubro a 15 de Dezembro de 2008.
Ajude-nos a divulgá-lo. Quanto mais profissionais participarem, maior será a sua representatividade e melhor será a nossa capacidade de desenhar estudos futuros sobre estes temas que estejam de acordo com a realidade e as necessidades dos doentes com PAC grave.
Para ter acesso ao site com o inquérito clique no link abaixo e caso não consiga o acesso, copie e cole na barra de endereços do seu browser o seguinte endereço:
http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=3b_2bD3oQYhC2Qqh62gbo8Uw_3d_3d
Muito obrigado pela sua participação.
Atenciosamente,
Comité Coordenador do Estudo
Jorge Salluh
Coordenador da UTI do Instituto Nacional de Câncer, RJ
Director da Divisão de Pesquisa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB)
Coordenador da Brazilian Research in Intensive Care Network (BRICnet www.bricnet.org )
Thiago Lisboa
Critical Care Department, Joan XXIII University Hospital, University Rovira & Virgili, Institut Pere Virgili, CIBER Enfermedades Respiratorias, Tarragona, Spain.
Pedro Póvoa
Coordenador da Unidade de Cuidados Intensivos Médicos, Hospital São Francisco Xavier, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
I Jornada de Terapia Intensiva de Rondônia
ATUALIZAÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA
Conferencistas convidados:
Dr. Alvaro Réa - PR
Dr. Ederlon Resende - SP
Dr. Alexandre Ísola - SP
Dr. Fernando Dias - RS
Dr. Ciro Mendes - PB
Data: 28 e 29 de Novembro de 2008
Local: Auditório do CREMERO
Sócios da SOTIRO serão isentos da taxa de inscrição.
Pontos assegurados pela CNA para os ESPECIALISTAS inscritos
