quarta-feira, 27 de maio de 2009

Salário médico no setor privado é aprovado por unanimidade pela Comissão do Trabalho




O PL 3.734/08 que define o salário mínimo profissional dos médicos e cirurgiões dentistas em R$ 7 mil por 20h/semanais foi aprovado por unanimidade pelos membros da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A votação foi realizada nesta quarta-feira (27/05) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

domingo, 24 de maio de 2009

Revisão: Receptores Toll-Like e PAMPs

Receptores Toll-like são receptores localizados na membrana celular que possuem a capacidade de identicar os PAMPs. Os PAMPs são moléculas associados à patógenos cujo principal exemplo é o lipopolissacarídeo que está associado aos agentes Gram negativos. A interação entre os receptores Toll-like e um dos PAMPs dá inicio a resposta inflamatória.

PAMPs (Pathogen-associated molecular patterns) são moléculas existentes em bactérias e virus que estimulam a resposta inflamatória após serem identificadas como non-self pelos receptores toll-loke. O grupo de PAMPs inclui o lipopolissacarídeo das bactérias Gram negativas e a flagelina e ácido lipoteicóico das bactéria Gram positivas.

Flávio E. Nácul

Fatores de riscos para DELIRIUM - o que podemos mudar?

Risk factors for delirium in intensive care patients: a prospective cohort study.
Van Rompaey B, Elseviers MM, Schuurmans MJ, Shortridge-Baggett LM, Truijen S, Bossaert L. Critical Care. 2009; 13: R17.

Delirium tem sido uma entidade cada vez mais estudada nos últimos anos, já tendo sido descrita a sua contribuição para a permanência em ventilação mecânica e mortalidade nos pacientes críticos. Esse estudo pretende delinear os fatores de risco para o desenvolvimento de delirium no CTI. Os autores acharam que a incidência de delirium foi de 30%. Idade, interessantemente, não foi um fator de risco. Entre os fatores não modificáveis que predispunham ao desenvolvimento de delirium, estavam: Tabagismo, etilismo, viver só em casa, gravidade da doença, déficit cognitivo prévio e coma. Entre os fatores possivelmente ou potencialmente modificáveis, foi encontrado: Uso de ventilação mecânica, uso de drenos, cateteres e tubos, uso de medicação psicoativa e sedação prévia. Fatores relacionados ao ambiente também foram bastante importantes, como: isolamento, ausência de visita, ausência de visibilidade da luz do dia, transferência de outra enfermaria e uso de contenção física.

Cássia Righy

MÉDICOS X VIOLÊNCIA

Por: Antônio Pinheiro e Waldir Cardoso*

Manchete do jornal O Liberal, de Belém (PA), na semana passada, confirma que os médicos em seu trabalho também acusam sentir na pele o aumento da violência que amedronta o cidadão brasileiro.

Em constatação da própria Secretaria Municipal de Saúde (SESMA) de Belém, as demissões tem desfalcado o atendimento principalmente na periferia, em vista destas ocorrências, deixando mais uma vez como vítima maior a população excluída e desprotegida pelo poder. Como se já não bastasse o descaso com as condições de saneamento, agora ficam também sem acesso ao atendimento médico.

Nos anos de 2007 e 2008, os casos de médicos agredidos e até assassinados em pleno trabalho ou no deslocamento antes ou após aumentaram consideravelmente, culminando com movimento nacional deflagrado pela associação de médicos peritos, inclusive com paralisações que pleiteavam mais segurança no que foram apoiados pelas entidades médicas nacionais. Os médicos que em seu labor contaram sempre com maior consideração e respeito até pela imagem cultuada da profissão, hoje vêem-se acuados não só nos postos da periferia como refere a matéria jornalística, mas também em seus consultórios e clínicas nas áreas consideradas mais nobres das grandes cidades. Aí estão os estabelecimentos de saúde com grades, corpo de guardas, câmeras e alarmes. Sobressaltados ficam os médicos, funcionários, pacientes e acompanhantes, tornando o ambiente de trabalho onde se necessita de concentração e tranqüilidade, verdadeiras fortalezas, com portas eletrônicas a cada passo. Relatos são cada vez mais freqüentes de assaltos a mão armada e até alguns com ameaças físicas. Muitos médicos preferem edifícios de conjuntos de salas tentando com isto a diminuição destas ameaças, o que nem sempre é maior garantia. O que fazer? Como continuar no trabalho, seja publico ou privado nestas condições? Como exigir do médico que precisa exercer atividade em áreas de risco que se exponha mais do que já faz, ao trabalhar a maioria das vezes sem condições adequadas, só com seu conhecimento, o estetoscópio e o jaleco branco?

Somos todos hoje, médicos ou não, cidadãos temerosos, com olhares desconfiados, reféns de um mesmo sistema que represou a miséria e a falta de cuidado com muitas gerações e que hoje sofre as conseqüências destes atos. Devemos todos assumir nossas responsabilidades, mesmo que indiretas, sob pena de termos um futuro mais sombrio ainda para nossos filhos. Cobrar dentro de nosso pequeno universo social com reclamações e imprecações não é suficiente. É preciso mais. É preciso que nos unamos todos em exercício de cidadania para discutirmos e decidirmos nossos direitos sociais e políticos. Dissociados do ruído que vem desta distensão humana e que nos põe uns contra os outros, seremos tão descuidados quanto os que não viram lá atrás a possibilidade deste enfrentamento cruel.

É visível a preocupação dos diversos setores da sociedade demonstrada pelos grupos de discussão e estudos sobre as questões aqui abordadas. Tentativas constantes são encontradas na rede de comunicação mundial numa troca de opiniões e enriquecimento político, como se fosse um preparo demorado para uma verdadeira remontagem da carcomida e sempre repetitiva estrutura dos poderes constituídos. Espasmos tímidos de uma necessária renovação de pensamentos e principalmente de nomes (voltam Sarney e Temer) são sufocados com promessas vãs e bolsas qualquer coisa.

É hora de começarmos a ver os acordos espúrios feitos para obtenção de cargos no viciado círculo político, criando uma espécie de ética amoral, válida só para o vizinho e nunca para todos. Participação é a palavra antiga e sempre necessariamente lembrada nestes momentos e que deve ser motivo de reflexão para todos, infelizmente movidos agora pela insegurança e pelo medo.

A categoria profissional médica, sempre considerada uma das mais importantes dentre todas, tem obrigação de liderar através de suas entidades oficiais um movimento em busca da paz social e de um futuro saudável, seja no exercício da atividade responsável e humanizada inerente ou na conscientização em seu convívio do dia a dia.

Ação e participação são o que o momento exige dos médicos e de suas entidades representativas. Procurar um caminho é urgente medida.

* Antônio Pinheiro é conselheiro do Conselho Federal de Medicina pelo estado do Pará. Waldir Cardoso é diretor do Sindicato dos Médicos do Pará.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tire suas dúvidas sobre a gripe suína

Infectologistas em todo o mundo estão trabalhando para responder a casos de gripe suína no México, nos Estados Unidos e no Canadá, além de suspeitas em outros países. Entenda o que é a doença e quais seus riscos.

O que é a gripe suína?

É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.

O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas da gripe suína?

Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais.

Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.

Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.

Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro.

Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.


O quanto as pessoas devem se preocupar?

Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.

A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.

Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação.

Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.

Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.

A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.

Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.

Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade.

Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.

Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.

Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.

Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

O vírus pode ser contido?

O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

A gripe suína pode ser tratada?

As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.

Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.

O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.

Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.

Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína.

Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.

O que eu devo fazer para me proteger?

Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.

Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.

Nesta segunda-feira, a União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.

Que medidas posso tomar para evitar a infecção?

Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse.

Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.

Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.

É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.

Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

É seguro comer carne de porco?

Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.

Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

E a gripe aviária?

O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.

O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1.
Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.

Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.

Os humanos infectados, sem exceção, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

BBC BRasil


terça-feira, 7 de abril de 2009

NICE-SUGAR : controle glicêmico

Intensive versus Conventional Glucose Control in Critically Ill Patients.
NICE-SUGAR Investigators - Australia/Nova Zelândia
N Engl J Med 2009;360:1283-1297

Em 2001, um artigo na mesma revista, do grupo canadense da pesquisadora G van den Berghe, foi publicado e mudou a rotina do controle de glicemia de todo o mundo. Era o controle glicêmico em níveis entre 80 e 110 mg/dl em pacientes cirúrgicos. Alguns anos se passaram sem que alguém conseguisse publicar resultados semelhantes. Em 2004, outro grupo na Clínica Mayo conseguiu benefícios com níveis abaixo de 140 mg/dl. Em 2006, o grupo canadense mostrou benefícios (menores) em pacientes clínicos com internação maior que 3 dias.
No entanto, intensivistas alemães mostraram que hipoglicemia era muito mais comum nos pacientes com controle estrito, e que isso parecia estar influenciando os resultados (VISEP, N Engl J Med 2008). Em pacientes neurológicos, o controle glicêmico estrito é prejudicial, como ficou demonstrado em 2008 em outro trabalho, já que os níveis de glicose no líquor pode ser bem menor que os sanguíneos.
Neste estudo multicêntrico, mais de 6000 pacientes foram incluídos. A mortalidade em 90 dias foi menor no grupo controle (glicemia até 180 mg/dl): 24.9 vs 27.5%, odds 1.14 - IC 95% 1.02 a 1.28). Não houve diferença de mortalidade entre pacientes clínicos ou cirúrgicos. Hipoglicemia grave (abaixo de 40) foi muito mais comum no grupo de controle estrito: 6.8 vs 0.5%. E não houve diferença na necessidade de suporte renal ou dias de ventilaçaõ mecânica e de internação hospitalar.
Em relação aos procedimentos, a quantidade de calorias foi a mesma nos 2 grupos, e isto pode ter feito diferença na maior incidência de hipoglicemia. O grupo de controle estrito recebeu corticóides mais frequentemente (34.6 vs 31.7% nos controles - p = 0.02).
Na análise de subgrupos, apenas trauma e uso de corticóides podem ter diferença na mortalidade em 90 dias. Nestes grupos, permanece dúvida sobre a terapia.
Um resumo dos principais estudos do assunto foi feito no editorial na mesma revista (tabela abaixo).
De qualquer maneira, o que o NICE-SUGAR mostra é que não parece haver benefícios em reduzir a glicemia de 140-180 para 80-110 em uma população mista de pacientes graves.

Publicado em Artigos Comentados em Medicina: André



domingo, 29 de março de 2009

HUMANIZAÇÃO EM UTI

O núcleo familiar deve ser compreendido como uma unidade, um sistema que possui leis internas de funcionamento e organização. Quando um membro da família é hospitalizado ou fica doente, o equilíbrio e os papéis ocupados por cada um são afetados. A doença grave pode precipitar a desestruturação familiar e eclodir antigos conflitos que permaneciam latentes, diante disto é necessário entender as reais necessidades dos familiares para poder auxiliá-los.

A família deve ser vista como um paciente secundário para a instituição hospitalar. Muitas vezes esta chega na UTI insegura, desconfiada e com medo, sintomas esses compreendidos pela falta de vínculo e informação. Faz-se necessário nesse primeiro contato um acolhimento humanizado juntamente com a compreensão dos sentimentos trazidos pelo sistema familiar. Cuidar do “paciente secundário” é uma sobrecarga para a equipe, porém um contato inicial bem sucedido poderá minimizar conflitos futuros.

A situação de crise vivida pelos familiares de pacientes internados em UTI pode ser exemplificada pela desorganização das relações interpessoais devido ao isolamento do paciente, problemas financeiros e medo da perda da pessoa amada. Halm et cols (1993) demonstraram que o nível de estresse na família é mais alto no momento da admissão, começando a se estabilizar no sexto dia e decaindo consideravelmente perto do 28º dia. Estes achados sugerem que a intervenção com os familiares deva ocorrer na fase inicial da internação.

Para Wallace (1989) refere que o tempo requerido para o ajustamento familiar após a internação em UTI é influenciado pelas seguintes características: 1) idade e importância do paciente para a família, 2) número de membros da família diretamente envolvidos; 3) relações individuais dentro da família; 4) quantidade de estresse interpessoal no momento da crise; 5) estabilidade psicológica geral do sistema familiar.

E importante que se compreenda que as crises e desajustes no sistema familiar são comuns nas UTIs e estes precisam se sentir compreendidos, seguros e com suas dúvidas esclarecidas. Se antecipar e promover o “holding” familiar, poderá impedir que este desajustamento seja projetado para a própria equipe.

Psic. Raquel Pusch de Souza
Curitiba - PR
Presidente do Dept. Psicologia AMIB

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ruídos: um desafio a ser vencido

Em meados do século XVIII, a Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com um profundo impacto no processo produtivo, tanto econômico quanto social. Iniciada na Inglaterra, a Revolução teve ao longo do processo, a substituição da era agrícola. A enxada foi superada pela máquina e as transformações ocorreram e ocorrem até o vigente sistema que conhecemos. Com o vindo da tecnologia, a poluição sonora ambiental tornou-se um problema e torna-se hoje onipresente e beira o intolerável. Em 1973, Falk e Woods, em uma publicação no New England, garatiam que estavamos totalmente expostos aos ruídos, afirmando que não há locais livres. Há ruídos presentes durante nossas raras e modestas horas de laser, em casa, nas ruas, no trabalho… Enfim, estamos constantemente expostos.E os Hospiatais? E a Terapia Intensiva? Causaria surpresa acharmos que os hospitais estariam livres. Publicações não tão recentes, feitas por Kam e colaboradores, em publicação da Anaesthesia, alertavam que devido aos avanços tecnológicos, o níveis de ruídos potencialmente danosos estariam aumentando. Além do mais, a grande maioria dos hospitais estão localizados em áreas expostas a fontes de ruído externo, como o trânsito. Possivelmente, consideramos somente os fatores externos, mas muito do ruído no hospital provém mais de dentro, do que de fora desse ambiente. Para termos uma idéia, as principais causas de ruído em UTI snao os equipamentos e a conversação entre a equipe multiprofissional, que acabam prejudicando tanto as funções laborativas da equipe, quanto a recuperação dos pacientes internados. Sabemos que a tecnologia está imbuída no cotidiano da Terapia Intensiva, sendo quase um sinônimo do cuidar. Habitualmente, são empregados equipamentos cada vez mais digitalizados e providos de alarmes acústicos, essenciais para alerter-nos de mudanças nas condições hemodinâmicas ou mau funcionamento dos aparelhos. Dentre inúmeros exemplos de geradores de ruído, citam-se: aspiradores, monitores, oxímetros, ventiladores, saídas de oxigênio e ar comprimido, computadores, impressoras, aparelho de fax e telefones, celulares, movimentação de móveis, carrinho de banho, máquina de diálise, o diálogo dos profissionais entre si e com os pacientes. Assim, como mostrou o estudo Noise in ICU (Intensive Care Medicine), esse ambiente, que deveria ser silencioso e tranqüilo, torna-se ruidoso e estressante, aumentando a ansiedade e a percepção dolorosa do paciente, diminuindo o sono e prolongando a convalescença. O ruído afeta o estado psicológico dos indivíduos que estão dentro da UTI, causando perturbação do sono e desorientação nos pacientes, além de aumentar a ansiedade nos colaboradores. Topf, afirma que o ruído é uma das causas que podem desencadear o Burnout na equipe. Quanto aos níveis recomendáveis de ruído, a United States Environmental Protection Agency rpreconiza que os níveis de ruído em hospitais não devem exceder 45 dB no período diurno e 35 dB no período noturno. Já a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT-NBR) recomenda 35 a 45 dB como níveis aceitáveis para diferentes ambientes hospitalares. Estes limites são tranqüilamente e freqüentemente ultrapassados, gerando distúrbios fisiológicos e psicológicos. Desta forma, determinar a amplitude do ruído da UTI é fundamental para que se possa quantificar o problema e propor medidas que visem sua diminuição.Como os níveis de ruído variam de maneira aleatória no tempo, costuma-se medir este nível equivalente (Leq), expresso em dB, que representa a média da energia sonora durante um intervalo de tempo. Minckley (Nurs Res) afirma que geralmente os níveis de ruído em um hospital encontra-se entre 40 e 50 dB; e no ambiente ruidoso, como a terapia intensiva, estaria na margem de 60 a 70 dB. Vários estudos têm demonstrado índices elevados de ruído. Em uma UTI na Áustria, esse índice manteve-se entre 60 e 65 dB. No hospital da Universidade de Valencia, Espanha os níveis sonoros excederam 55 dB, e 68,0 na UTI de um hospital em Manitoba, Canadá. Tais dados mostra-nos que a poluição sonora na Terapia Intensiva não é apenas um problema limitado a um único país ou a uma única cultura. Os níveis de ruído também podem ser analisados através das medidas de suas fontes geradoras como: discussões da equipe hospitalar e quedas de objetos no chão (principalmente metálicos) atingem valores de 75 a 92 dB, o alarme dos respiradores registram 49 a 72 dB. Grumet e colaboradores em artigo ao New England, sugerem que pacientes submetidos a internações em UTI podem apresentar distúrbios comportamentais, entre eles a "Psicose de UTI", que são exacerbados pela privação do sono e gerados por condições ambientais, entre eles a exposição a ruídos contínuos. Cabe ressaltar, que medidas simples como fechar as portas, falar suavemente e desligar alarmes assim que possível, podem reduzir drasticamente os níveis de ruído. Com isso, a contribuição de cada um deve ser estabelecida de modo que medidas mais eficientes para a redução de ruídos possam ser adotadas, pois ofertar uma assistência que provenha a melhor tecnologia de saberes, procedimentos e equipamentos, conjugada ao acolhimento das necessidades intersubjetivas dos pacientes e dos profissionais, além do reconhecimento das lógicas culturais dos familiares (que permitem a interpretação da hospitalização), sendo hoje um dos grandes desafios da atenção em saúde.

Renata Andréa Pietro P. VianaPresidente do Departamento de Enfermagem AMIBChefe do Serviço de Terapia Intensiva HSPE

sábado, 21 de fevereiro de 2009

THE CHECKLIST

Esse artigo foi publicado na revista The New Yorker em 2007. O autor começa com a descrição de uma criança de três anos que ficou submersa na água gelada dos Alpes por quase quarenta minutos, sendo resgatada em hipotermia grave e em estado desesperador - foi necessário reaquecimento meticuloso, circulação extracorpórea, monitorização da pressão intracraniana e diálise - e como estamos envolvidos em complexidade dentro da medicina intensiva sem nem ao menos nos darmos conta.
A cada dia, nos EUA, 90.000 pessoas estão internadas em terapia intensiva. Em média, 178 ações são realizadas em cada paciente por dia por médicos e enfermeiros. Se apenas 1% dessas ações for errônea, são cometidos 2 erros/paciente/dia. Em uma conta simples, podemos esperar 180000 erros/dia em pacientes de terapia intensiva nos EUA.
Em Outubro/1935 no Campo Aéreo Wright em Dayton, Ohio, houve um vôo de demonstração do modelo 299 da Boeing - que seria o B-17. A demonstração seria apenas figurativa, porque o avião era tão superior aos concorrentes que era certa a sua compra pelo exército dos EUA. Logo após a decolagem, o avião caiu, matando 2 dos 5 tripulantes, incluindo o piloto. Por que? Porque era tão complexo, tão cheio de comandos e ações, que tornou-se impossível para um piloto dar conta de todas essa complexidade dentro do avião. A Boeing quase foi a falência após esse episódio.
A partir disso, foi instituído um checklist com orientações padronizadas de decolagem, vôo e aterrissagem. Após o início do checklist, os pilotos puderam voar mais de 2.896.819 Km sem um único acidente.
Será que a medicina intensiva já não entrou na sua fase B-17? Quanta complexidade um profissional de saúde pode lidar sem causar erros? E sob pressão, cansaço, stress? Qual o grau de iatrogenia que estamos causando aos nossos pacientes por não adotar práticas padronizadas?
E, apenas para concluir, a menina vítima de hipotermia sobreviveu sem seqüelas - em grande parte, graças a adoção de um recém-instituído checklist para tratamento de pacientes vítimas de hipotermia grave.

Cássia Righy



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Projeto Cooperativas de Trabalho

Senadora recebe entidades para discutir o tema

A senadora Serys Slhssarenko (PT-MT) recebeu nesta terça-feira (10/02) a Comissão de Cooperativismo Médico do Conselho Federal de Medicina. A Comissão - composta pelo CFM, Fenam e AMB - solicitou uma agenda de trabalho para discutir o PLC 131/2008, que dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.

O coordenador da Comissão, Hiran Gallo, destacou a receptividade da senadora em dialogar com as entidades médicas, colocando a sua assessoria para discutir o projeto como um todo.

Atualmente no Brasil estima-se que mais de 150 mil médicos estejam ligados às cooperativas de trabalho médico.

Fonte: Conselho Federal de Medicina - CFM

Em: 13/2/2009



Regionais e Cooperativas

Parceria bem sucedida

Caso bem-sucedido de trabalho conjunto é o da Sociedade Amazonense de Terapia Intensiva (SATI) com a Cooperativa Amazonense de Terapia Intensiva (COOPATI), que presta serviço para as UTIs pública de Manaus (AM). O Dr. Wilson de Oliveira Filho, presidente da SATI, que concorda com as vantagens citadas pela Dra. Dyanne, acrescenta que a parceria, além de favorecer a educação continuada, pois a cooperativa financia os cursos aos cooperados, permite a uniformização de condutas dentro das Unidades de Terapia Intensiva. "Temos um grupo de médicos coeso, que atua em sintonia, com procedimentos padronizados, que têm como consequência a melhoria na qualidade do atendimento aos pacientes críticos", explica.

O Dr. Eugênio Tavares, presidente da COOPATI, concorda com o presidente da SATI e destaca que a parceira, que promove uma integração para que as normas estabelecidas na Terapia Intensiva sejam implantadas e obedecidas, oferece melhoria nas condições de trabalho e na formação profissional. "Além disso, incentivamos a titulação de todos os cooperados e nos empenhamos em informar as outras regionais das necessidades e realidade da Terapia Intensiva em Manaus".

O presidente da COOPATI ressalta ainda que, atualmente a Terapia Intensiva (Adulto e Criança), está consolidada em Manaus (AM). "Esse fator deve-se a um trabalho sério, realizado com responsabilidade, junto aos médicos, órgãos governamentais e entidades civis, que mostra à sociedade a grande necessidade e a importância de salvar vidas e ou diminuir sofrimento de nossa população", finaliza o Dr. Tavares.



sábado, 7 de fevereiro de 2009

Denúncia: PSF serve de moeda política

Sem fiscalização ou prestação de contas, prefeitos eleitos e gestores municipais da saúde mandam e desmandam na contratação e demissão de profissionais que atuam no Programa de Saúde da Família (PSF) pelo interior do estado. O programa teria se tornado moeda de troca política e com a mudança de mandatários na gestão municipal, a afinidade partidário é o único critério para a permanência do profissional. Quem faz a denúncia é o presidente do Sindicato dos Odontologistas do RN (Soern), Ivan Tavares de Farias Júnior. ‘‘É preciso parar com essa prática centenária de amedrontar os profissionais com a demissão só porque eles têm outra opção política. Ninguém está preocupado com o paciente’’, afirma.

‘‘O profissional que atua no PSF passou a ser massa de manobra dos políticos. Os sindicatos não podem ficar parados diante dessa situação de Prefeituras demitindo funcionários porque tem apadrinhados querendo ocupar essas vagas. Muitos são postos para fora, em todas as categorias, e a população não reage. Queremos provocar uma reação política para que as autoridades tomem uma atitude e impeçam esse abuso de poder’’.

De acordo com o dirigente, na maioria dos municípios, esses profissionais são contratados por meio de um contrato de prestação de serviço, de caráter temporário e sem vínculo empregatício, renovados anualmente, o que não lhes garantiria direitos trabalhistas. ‘‘Eles não são concursados, mas existe sim o vínculo empregatício. Estamos fazendo um trabalho com o Ministério da Saúde para que os prefeitos paguem os direitos trabalhistas dessas pessoas’’.

O chefe da divisão do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte, Antônio Francisco Araújo, explica que não faz parte da competência da divisão a fiscalização dos gestores do PSF. ‘‘Sabemos que essa prática continua no interior do estado, fazendo com que os profissionais fiquem a mercê de qualquer gestor ou prefeito. A questão é: será que essas pessoas estão tendo suas carteiras de trabalho assinadas e os seus direitos trabalhistas garantidos? Na minha opinião, isso não pode existir, é um erro grave, pois interrompe o bom andamento do serviço desenvolvido na cidade. Os profissionais que chegam não sabem como funciona o PSF, todo trabalho tem que ser iniciado novamente’’.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) informou que o órgão não tem nenhuma gerência sobre o PSF, oferecendo apenas suporte ao programa, uma vez que o PSF é de um pacto direto entre os municípios envolvidos e o Ministério da Saúde.

FUNCIONAMENTO

O Programa de Saúde da Família foi lançado pelo Ministério da Saúde em 1994, como política nacional de atenção básica, fazendo frente ao modelo tradicional de assistência primária baseada em profissionais médicos especialistas. O programa prevê uma equipe multiprofissional responsável por, no máximo, 4 mil habitantes. Esta equipe, composta minimamente por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem (ou técnico de enfermagem) e agentes comunitários de saúde.

Ivan Tavares explica que médicos e enfermeiros participam apenas do PSF, mas que os odontologistas podem optar ainda por atuar nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), frutos do programa federal Brasil Sorridente. ‘‘Para esses municípios, o valor desse atendimento feito pelo PSF ou no CEO é muito maior que aquele que seria feito num posto de saúde. A amplitude do atendimento e o ganho para a população é incalculável. O município se beneficia com o programa em si, voltado para a prevenção da saúde e propaganda ostensiva contra o câncer’’.



Fonte: Fabio Cortez - Diário de Natal

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

DEXMEDETOMIDINE x MIDAZOLAM

Dexmedetomidine vs Midazolam for Sedation of Critically Ill Patients - A Randomized Trial
Riker RR, Shehabi Y, Bokesch PM, et al. for the SEDCOM (Safety and Efficacy of Dexmedetomidine Compared with Midazolam) Study Group.
JAMA. 2009; 301(5): (doi:10.1001/jama.2009.56).

Neste ensaio randomizado, quando compara-se midazolam com dexmedetomidina para se atingir um alvo de sedação para RASS -2 até +1, viu-se que o grupo da dexmedetomidina evoluiu com menos delirium, menos tempo em ventilação mecânica, menos taquicardia e hipertensão.
O tempo na sedação alvo excedeu 75% do tempo com ambas as medicações. O único efeito adverso relatado da medicação foi bradicardia.
Esse artigo mostrou que, mesmo quando aplicadas as regras ótimas de sedação (titulação da dose, despertar diário), a dexmedetomidina mostrou-se superior ao midazolam como sedativo. Outro aspecto interessante é que 61% dos pacientes utilizaram dose superior aos 0,7 mcg/Kg/h preconizados pelo fabricante (chegando a dose 1,4 mcg/Kg/h), sendo essa dose segura para a sedação de pacientes críticos.
No editorial escrito por Kress, ele diz que: "With the demonstration of the safety of dexmedetomidine at higher doses and for longer periods, clinicians now have a widened choice of sedatives and should always consider not only the need for sedation but also the possible clinical implications of the choice of sedative."

Cássia Righy

VII Congresso Norte-Nordeste de Medicina Intensiva

03 a 05 de junho de 2009 - São Luiz - Maranhão

Informações e inscrições

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sábado, 6 de dezembro de 2008

Jornada de Medicina Intensiva faz sucesso em Rondônia

Jornada faz SOTIRO crescer 235,71%
Regional é a primeira no ranking do crescimento

A realização da I Jornada Rondoniense de Medicina Intensiva – Atualização em Terapia Intensiva, que aconteceu em Porto Velho (RO), nos dias 28 e 29 de novembro, fez a Sociedade de Terapia Intensiva de Rondônia (SOTIRO) atingir o primeiro lugar no ranking de crescimento entre todas as filiadas da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Durante o evento, a regional conquistou 28 novos sócios, fazendo com que seu crescimento chegasse a 235,71% este ano, em comparação a 2007.

De acordo com A Dra. Flavia Fernandes, presidente da Jornada e 1ª Secretária da SOTIRO, ainda há em torno de 10 profissionais que devem associar-se nas próximas semanas. “Depois do evento, o número de sócios saltou de 19 para 47, confirmando o balanço altamente positivo. Durante o evento, contamos com a participação de cerca de 140 profissionais que atuam na Medicina Intensiva e acadêmica de Medicina, além de 30 inscritos que fizeram o curso de Enfermagem. “Esperávamos uma boa aceitação, mas a participação e o sucesso foram maiores do que o previsto”, conta.

A médica ressalta ainda que o evento foi muito bem recebido no meio médico, para-médico, acadêmico e muito bem visto aos olhos das autoridades governamentais. “Os comentários favoráveis foram inúmeros e recebemos apoio de vários setores antes, durante e depois da jornada. Pela primeira vez em Rondônia a SOTIRO realizou um evento com característica multidisciplinar. A sociedade sente-se muito orgulhosa com o sucesso do evento e tem a satisfação de ter visto plenamente cumprido o objetivo maior de construir pontes para o intercâmbio e conhecimento na especialidade e contribuir para o fortalecimento do segmento no estado”, complementa a Dra. Flavia.

O sucesso da jornada impulsionou também a realização de futuros eventos com foco multidisciplinar, como o II Congresso Regional de Medicina Intensiva de Rondônia, e a criação de um Centro Formador pelo Dr. Sergio Mello e Dr. Francisco Faig, que será coordenador responsável. “Sinto-me totalmente lisonjeado de fazer parte como pioneiro do Centro Formador de Terapia Intensiva, ao lado do Dr. Faig, médico de grande notoriedade por sua qualidade técnica e caráter. As atividades do centro devem ser iniciadas em março de 2009. Por enquanto, estamos providenciando junto a Secretaria de Saúde do estado, viabilização de recursos e iniciando um planejamento com aulas e protocolos direcionados ao residente e ao serviço. Além disso, continuamos fazendo o trabalho acadêmico que já existe junto a residentes de cirurgia, clínica médica, infectologia e internos da Federal de Rondônia”, conta o Dr. Mello, que, durante a jornada, foi moderador de três discussões diferentes.

O Dr. Faig acrescentou que, em primeiro lugar, é preciso agradecer o esforço da Dra. Flavia, que não mediu esforços para que o sucesso da jornada fosse alcançado. “O evento veio de encontro com as nossas necessidades, promovendo o conhecimento e atualização dos participantes. Permitiu ainda que conhecêssemos os diretores da AMIB, suas intenções no comando da entidade e a vontade em apoiar a SOTIRO em continuar a luta para formar profissionais voltados para a especialidade. O encontro possibilitou também que eles conhecessem a nossa realidade, nossas carências e dificuldades para vencer as etapas necessárias para tornarmos uma entidade representativa da classe intensivista”.

“Quanto ao Centro Formador em Medicina Intensiva, estarei pronto a dar todo meu esforço como colaborador, para que em breve isso seja uma realidade em Rondônia. Aproveito o momento para agradecer a todos os professores que aqui estiveram pelas excelentes aulas, pelo convívio amistoso e pelo apoio total as nossas solicitações”, complementou o Dr. Faig.

Segundo a Dra. Flavia, o estado terá outra novidade na área de formação. “Também faz parte dos planos da SOTIRO o Curso de Pós-Graduação em Medicina Intensiva, que deve ser iniciado em março de 2009 e tem por objetivo dar continuidade à capacitação do intensivista, com a coordenação do Dr. Carlos Roberto Vieira”.

Matéria copiada do site da AMIB:
http://www.amib.com.br/paginasdinamicas/controller?command=MontarPagina&id_pag=1326