sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Gestão de Saúde

Michael Porter é reconhecidamente o maior especialista em estratégia nas empresas. Suas teorias sobre forças competitivas, gestão, tipos de estratégias, relacionamento entre empresas e cadeias de valor o colocam como sendo o grande gurú da administração das corporações modernas. Em seu modelo de gestão, todos as etapas são conduzidas por processos adequados e dirigidos para a sustentabilidade da coporação.
Ele é o Sigmund Freud da gestão corporativa.
Em sua releitura dos sistemas de saúde Michael Porter, aponta várias facetas do problema da falta de foco no paciente.
Hoje abordaremos a questão da escolha dos serviços médicos:
No sistema atual, os pacientes não escolhem os serviços médicos pela qualidade, na maior parte das vezes esta escolha é realizada pelo convênio pagador do serviço. Nesta premissa, a qualidade do serviço prestado não é avaliada pelo convênio ou pela sociedade. Sómente quando acontece algo muito fora do comum ou aberrante é que os demais elos da corrente ficam sabendo. Ninguem sabe quais são os resultados dos tratamentos realizados por cada hospital. Será que a equipe é boa no que faz? Será que o hospital compra os remédios nas dosagens certas? Será que o valor que o convênio paga permite que o médico consiga estudar para tratar melhor seus doentes? Porque os funcionários dos hospitais tratam mal as pessoas? Porque os resultados e os processos internos dos hopsitais não são publicados e auditados?
Perguntas como estas são fundamentais para que possamos escolher aonde vamos levar nossos queridos para serem tratados.
Caso a excelência do serviço prestado seja valorizada, a escolha do serviço médico será realizada pelo cliente tendo em mente a qualidade dos serviçois prestados. Os bons serviços serão recompensados, quem não for competente no que faz, que faça melhor ou mude de ramo.



Overfeeding - Hieprglicemia

"Pacientes recebendo nutrição parenteral não têm demonstrado maior risco de morte, porém elevado risco de complicações infecciosas. À hiperglicemia e à maior resistência insulínica atribuem-se esta maior incidência de desfechos desfavoráveis [Dissanaike et al. Crit Care 11:R114]. Entretanto, em um estudo observacional com 200 pacientes de uma UTI Geral, em uso de NPT e sob controle estrito da glicemia, Dissanaike et al. demonstraram ser o risco de infecção de corrente sanguínea (ICS) diretamente proporcional ao aporte calórico, independentemente dos níveis glicêmicos. Pacientes recebendo >40 kcal/kg/dia tem risco 4 vezes maior de infecções de corrente sanguínea se comparados aos com aporte overfeeding, ou hiperalimentação - também apresentam maior risco de ICS. [Surpreende que] episódios de hiperalimentação frequentemente não são deliberados: resultam simplesmente de calorias adicionais ofertadas com agentes sedativos (p.ex.: propofol) ou da diluição de drogas em soro glicosado. [...] Esse estudo demonstra o quanto subestimamos a hiper-oferta calórica na prática diária e levanta importantes questionamentos a respeito da eficácia do controle glicêmico rigoroso per se na redução do risco de morbidade infecciosa; não é o caso salvo reduza-se também o grau de overfeeding. ALÉM DISSO, O CONTROLE GLICÊMICO ESTRITO PODE CRIAR A FALSA SEGURANÇA DE GLICEMIAS "NORMAIS" ENQUANTO A HIPERALIMENTAÇÃO - NO PASSADO EVIDENTE NA FORMA DA HIPERGLICEMIA - PASSA HOJE DESPERCEBIDA".

Referência:
Loh NHW, Griffiths RD. The Curse of overfeeding and the blight of underfeeding. Yearbook of intensive care medicine 2009, pag. 675, Ed. Springer.

Ato Médico é aprovado na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados

Por: Taciana Giesel

O Projeto de Lei 7703/06, que define a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos dos médicos, conhecido como projeto do Ato Médico, foi aprovado nesta quarta-feira, 19/08, pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados. Depois de muita discussão, o substitutivo do deputado Edinho Bez (PMDB/SC), favorável à proposta de regulamentação da atividade médica, recebeu a aprovação dos parlamentares.

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sábado, 8 de agosto de 2009

Eleições para Associado-Representante


Inscrição de candidatos a Associado-Representante para cada uma das Associações Estaduais.
Data: 06 a 15/08 no site da AMIB: Processo eleitoral

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O site Cancer de Mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na imagem cor-de-rosa que diz Campanha da Mamografia Digital Gratuita.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Este gesto fará uma enorme diferença.

http://cancerdemama.com.br

sábado, 1 de agosto de 2009

Lembrete


AMIB em ritmo de eleições.
Votos serão colhidos somente pelo site da AMIB.
Atualize seu login e senha para poder votar.

Visite o site da AMIB para maiores detalhes:
Processo Eleitoral - AMIB

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Processo Eleitoral - AMIB

A Comissão Eleitoral (CEL) da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) informou o resultado final da 1º FASE do processo eleitoral para a Diretoria Executiva - Biênio 2010/2011. Foram inscritos e homologados dois candidatos, o Dr. Afonso José Celente Soares (RJ) e o Dr. Ederlon Alves de Carvalho Rezende (SP).

A 2ª FASE do processo eleitoral ocorrerá entre os dias 6 a 15 de agosto, quando os dois candidatos deverão entregar a composição completa de sua chapa à CEL. Entre os dias 16 e 19 do mesmo mês, acontecerá a análise e homologação das chapas, e no dia seguinte, 20 de agosto, a divulgação aos associados. As chapas deverão ser compostas por Diretor Presidente, Diretor Vice-Presidente, Diretor Secretário Geral, Diretor Tesoureiro e Diretor Executivo do Fundo AMIB.

Maiores informações: http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=266&keyword=Processo_Eleitoral_2009

Nova Ortografia Médica

TERMOS MÉDICOS E A NOVA ORTOGRAFIA / MEDICAL TERMS AND THE NEW RULES ON PORTUGUESE LANGUAGE SPELLING

Muitos termos médicos sofreram alterações ortográficas com o novo acordo em vigor desde 1º de janeiro de 2009 ( período de transição até 31 de dezembro de 2012).


Exemplos de vocábulos médicos com nova ortografia:

ANTI-INFLAMATÓRIO
ANTISSÉPTICO
AUTOANTICORPO
AUTOINTOXICAÇÃO
CEFALEIA
CONTRAINDICAÇÃO
DIARREIA
EXTRA-ARTICULAR
HIPER-REFLEXIA
MICRO-ORGANISMO
PARANOIA
PRÉ-ANESTÉSICO
PÓS-GRADUAÇÃO
SUPRARRENAL
ULTRASSONOGRAFIA


Fonte: Blog História da Medicina by Dr. Elvio Armando Tuoto

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Orgulho de ser Intensivista

Estamos envolvidos em uma campanha de valorização do intensivista, cujo o slogan é "Orgulho de Ser Intensivista", com o apoio da AMB e uma iniciativa da AMIB. A primeira etapa desta campanha terá 100 dias e será dedicada ao publico leigo e aos nossos colegas de outras especialidades. Em uma outra etapa, entre outras ações, estaremos focando os planos de saúde, com o apoio da ANS. A campanha contará com a participação das sociedades regionais de terapia intensiva para identificação dos hospitais que receberão o material promocional, mas contamos também com todos vocês.

Leia: Veja Online

Lembrete

IMPORTANTE
Dia 31 de julho - sexta-feira
Último dia para inscrição da prova de Título da AMIB
Coloque na sua agenda.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Título de Especialista

As provas serão realizadas nos dias 11 e 15 de novembro de 2009, respectivamente, durante o XIV Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva, que acontecerá de 11 a 14 de novembro de 2009, no Palácio das Convenções no Anhembi e no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo (SP), em horários que serão divulgados no portal da AMIB com 30 dias de antecedência.

O candidato poderá se inscrever, até dia 31 de julho de 2009, por meio do site da AMIB (http://www.amib.org.br/), na seção "Título de Especialista", na qual deverá preencher o formulário, que deve ser impresso e enviado para a sede da associação, por correio, anexado às cópias dos documentos solicitados.

O valor do concurso é de R$ 448,00 para associado adimplente da AMIB e de R$ 896,00 para não associado.

A prova teórica terá cem questões de múltipla escolha, com duração de quatro horas. Esta etapa será eliminatória, sendo que terão o direito de prestar a prova de habilidades os candidatos que atingirem a pontuação mínima de 60 pontos.

A prova de habilidades será uma avaliação prática com simulação de procedimentos em Terapia Intensiva, contemplando os domínios Ventilação Mecânica, Acesso Vascular, Vias Aéreas, manobras de RCP e ECP, e discussão de seis casos clínicos, com cinco questões cada um. "O candidato que, nessa fase, alcançar a 60 pontos será considerado apto a receber o título", acrescenta o presidente.

O teste será dividido em duas partes: discussão de casos e prova de habilidades. Na primeira, os candidatos serão divididos em dois grupos, que por sua vez serão subdivididos em outros dois, facilitando a logística da prova. Cada candidato terá 1h30 para responder às perguntas de dois avaliadores.

Posteriormente, na prova de habilidades, que terá dois turnos (manhã e tarde), os candidatos, que dessa vez serão divididos em três grupos, passarão, em sistema de rodízio, pelas estações práticas. Nesse caso, cada pretendente ao título será examinado também por dois avaliadores.

"Esse modelo de prova já é utilizado por diversas sociedades médicas e tem se mostrado eficiente para avaliar as habilidades do candidato, atestando sua qualificação", explica o Dr. Fernando Dias, presidente da Comissão de Título de Especialista.

Saiba mais clicando aqui:http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=220&keyword=Concurso_de_Título_de_Especialista


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Salário médico no setor privado é aprovado por unanimidade pela Comissão do Trabalho




O PL 3.734/08 que define o salário mínimo profissional dos médicos e cirurgiões dentistas em R$ 7 mil por 20h/semanais foi aprovado por unanimidade pelos membros da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A votação foi realizada nesta quarta-feira (27/05) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

domingo, 24 de maio de 2009

Revisão: Receptores Toll-Like e PAMPs

Receptores Toll-like são receptores localizados na membrana celular que possuem a capacidade de identicar os PAMPs. Os PAMPs são moléculas associados à patógenos cujo principal exemplo é o lipopolissacarídeo que está associado aos agentes Gram negativos. A interação entre os receptores Toll-like e um dos PAMPs dá inicio a resposta inflamatória.

PAMPs (Pathogen-associated molecular patterns) são moléculas existentes em bactérias e virus que estimulam a resposta inflamatória após serem identificadas como non-self pelos receptores toll-loke. O grupo de PAMPs inclui o lipopolissacarídeo das bactérias Gram negativas e a flagelina e ácido lipoteicóico das bactéria Gram positivas.

Flávio E. Nácul

Fatores de riscos para DELIRIUM - o que podemos mudar?

Risk factors for delirium in intensive care patients: a prospective cohort study.
Van Rompaey B, Elseviers MM, Schuurmans MJ, Shortridge-Baggett LM, Truijen S, Bossaert L. Critical Care. 2009; 13: R17.

Delirium tem sido uma entidade cada vez mais estudada nos últimos anos, já tendo sido descrita a sua contribuição para a permanência em ventilação mecânica e mortalidade nos pacientes críticos. Esse estudo pretende delinear os fatores de risco para o desenvolvimento de delirium no CTI. Os autores acharam que a incidência de delirium foi de 30%. Idade, interessantemente, não foi um fator de risco. Entre os fatores não modificáveis que predispunham ao desenvolvimento de delirium, estavam: Tabagismo, etilismo, viver só em casa, gravidade da doença, déficit cognitivo prévio e coma. Entre os fatores possivelmente ou potencialmente modificáveis, foi encontrado: Uso de ventilação mecânica, uso de drenos, cateteres e tubos, uso de medicação psicoativa e sedação prévia. Fatores relacionados ao ambiente também foram bastante importantes, como: isolamento, ausência de visita, ausência de visibilidade da luz do dia, transferência de outra enfermaria e uso de contenção física.

Cássia Righy

MÉDICOS X VIOLÊNCIA

Por: Antônio Pinheiro e Waldir Cardoso*

Manchete do jornal O Liberal, de Belém (PA), na semana passada, confirma que os médicos em seu trabalho também acusam sentir na pele o aumento da violência que amedronta o cidadão brasileiro.

Em constatação da própria Secretaria Municipal de Saúde (SESMA) de Belém, as demissões tem desfalcado o atendimento principalmente na periferia, em vista destas ocorrências, deixando mais uma vez como vítima maior a população excluída e desprotegida pelo poder. Como se já não bastasse o descaso com as condições de saneamento, agora ficam também sem acesso ao atendimento médico.

Nos anos de 2007 e 2008, os casos de médicos agredidos e até assassinados em pleno trabalho ou no deslocamento antes ou após aumentaram consideravelmente, culminando com movimento nacional deflagrado pela associação de médicos peritos, inclusive com paralisações que pleiteavam mais segurança no que foram apoiados pelas entidades médicas nacionais. Os médicos que em seu labor contaram sempre com maior consideração e respeito até pela imagem cultuada da profissão, hoje vêem-se acuados não só nos postos da periferia como refere a matéria jornalística, mas também em seus consultórios e clínicas nas áreas consideradas mais nobres das grandes cidades. Aí estão os estabelecimentos de saúde com grades, corpo de guardas, câmeras e alarmes. Sobressaltados ficam os médicos, funcionários, pacientes e acompanhantes, tornando o ambiente de trabalho onde se necessita de concentração e tranqüilidade, verdadeiras fortalezas, com portas eletrônicas a cada passo. Relatos são cada vez mais freqüentes de assaltos a mão armada e até alguns com ameaças físicas. Muitos médicos preferem edifícios de conjuntos de salas tentando com isto a diminuição destas ameaças, o que nem sempre é maior garantia. O que fazer? Como continuar no trabalho, seja publico ou privado nestas condições? Como exigir do médico que precisa exercer atividade em áreas de risco que se exponha mais do que já faz, ao trabalhar a maioria das vezes sem condições adequadas, só com seu conhecimento, o estetoscópio e o jaleco branco?

Somos todos hoje, médicos ou não, cidadãos temerosos, com olhares desconfiados, reféns de um mesmo sistema que represou a miséria e a falta de cuidado com muitas gerações e que hoje sofre as conseqüências destes atos. Devemos todos assumir nossas responsabilidades, mesmo que indiretas, sob pena de termos um futuro mais sombrio ainda para nossos filhos. Cobrar dentro de nosso pequeno universo social com reclamações e imprecações não é suficiente. É preciso mais. É preciso que nos unamos todos em exercício de cidadania para discutirmos e decidirmos nossos direitos sociais e políticos. Dissociados do ruído que vem desta distensão humana e que nos põe uns contra os outros, seremos tão descuidados quanto os que não viram lá atrás a possibilidade deste enfrentamento cruel.

É visível a preocupação dos diversos setores da sociedade demonstrada pelos grupos de discussão e estudos sobre as questões aqui abordadas. Tentativas constantes são encontradas na rede de comunicação mundial numa troca de opiniões e enriquecimento político, como se fosse um preparo demorado para uma verdadeira remontagem da carcomida e sempre repetitiva estrutura dos poderes constituídos. Espasmos tímidos de uma necessária renovação de pensamentos e principalmente de nomes (voltam Sarney e Temer) são sufocados com promessas vãs e bolsas qualquer coisa.

É hora de começarmos a ver os acordos espúrios feitos para obtenção de cargos no viciado círculo político, criando uma espécie de ética amoral, válida só para o vizinho e nunca para todos. Participação é a palavra antiga e sempre necessariamente lembrada nestes momentos e que deve ser motivo de reflexão para todos, infelizmente movidos agora pela insegurança e pelo medo.

A categoria profissional médica, sempre considerada uma das mais importantes dentre todas, tem obrigação de liderar através de suas entidades oficiais um movimento em busca da paz social e de um futuro saudável, seja no exercício da atividade responsável e humanizada inerente ou na conscientização em seu convívio do dia a dia.

Ação e participação são o que o momento exige dos médicos e de suas entidades representativas. Procurar um caminho é urgente medida.

* Antônio Pinheiro é conselheiro do Conselho Federal de Medicina pelo estado do Pará. Waldir Cardoso é diretor do Sindicato dos Médicos do Pará.